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Pequeno produtor rural denuncia invasão de terras em Rosário

O pequeno produtor rural Reginaldo Asckar de Carvalho, de 60 anos, denunciou que teve parte de sua propriedade rural invadida, na última sexta-feira (6). A área está situada na Vila Bacural, no município de Rosário (a 75 quilômetros de São Luís).
O produtor disse que aproximadamente 60 pessoas deram início à ocupação indevida. Ontem (10), os invasores já eram mais de 200.
A área invadida é equivalente a quase cinco hectares (50 mil metros quadrados). Cercas foram derrubadas, arames cortados e árvores frutíferas como caju e bacuri, derrubadas.
Reginaldo Carvalho contou ao Jornal Pequeno que, procurou as polícias Civil e Militar da região, mas nenhuma atitude foi tomada por essas instituições.
Segundo Reginaldo, há dois meses, rumores de que algumas propriedades seriam invadidas começaram a se espalhar pela cidade.
Ele explicou que alguns de seus ex-funcionários, o teriam alertado sobre a invasão em suas terras, bem como informado que um fazendeiro da área, identificado como Rosendo, estaria permitindo a retirada de palha e madeira de sua propriedade, para a construção dos barracos.
“Logo que obtive as informações, procurei a Delegacia de Rosário, mas o delegado disse que esse tipo de problema era com a Força Tática da Polícia Militar, então fui até o Batalhão da PM para me precaver. Na sexta-feira (6), dois oficiais da PM me acompanharam até o sítio e ordenaram que os invasores deixassem o local, mas os invasores foram enfáticos em dizer que só iriam embora mediante intervenção da Prefeitura Municipal ou por meio de ordem judicial. Os policiais me disseram que não poderiam fazer mais nada, pois possuíam apenas armas letais, que não poderiam ser usadas naquela situação, mas que tomariam providências e retornariam depois, mas até hoje não voltaram”, declarou Reginaldo.
O produtor rural relatou que soube por meio de informações, que o fazendeiro Rosendo, que pleiteará uma vaga de vereador nas próximas eleições, teria permitido que palmeiras e árvores nativas de madeira nobre, como jatobá e maçaranduba fossem derrubadas de suas terras, para a demarcação dos lotes e construção dos barracos dos invasores. O sítio de Reginaldo tem área total de nove hectares, onde há plantação de bacuri, caju, além de açudes que comportam a criação de peixes.
“Há dois anos dei início ao cultivo de caju e é justamente essa área que está sendo devastada. Pelo que observei, 30% da minha plantação já foi cortada e arrancada, e o que mais me desespera é que em 2014 já iria colher minha primeira safra. Essas pessoas que estão aqui fundaram recentemente uma Associação de Moradores, no intuito de invadir terras, mas todas são proprietárias de casas. Há cinco anos sofri o mesmo problema, mas com o apoio do prefeito da época e da Justiça consegui resolver”, afirmou.
De acordo com Reginaldo Asckar, as pessoas que ocupam suas terras já estão demarcando lotes – cada um com 10 metros de frente por 15 metros de fundo.
Ele disse também que animais como cavalos e jumentos estão sendo levados para a área e ajudado na destruição das plantações.
“Os bichos todos os dias são amarrados em um local diferente e estraçalham com tudo que aparece pela frente.”
Segundo Reginaldo, o problema não atinge apenas sua propriedade. Uma área vizinha foi igualmente invadida no domingo (8).

JULLY CAMILLO, Jornal Pequeno

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