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Protestos chegam ao 3º dia contra aumento de tarifa de ônibus em São Luís.

Passeata na Rua Rio Branco
As manifestações contrárias ao aumento da passagem de ônibus em São Luís se expandiram, durante a tarde e a noite de ontem, para diferentes pontos da cidade. À tarde, o protesto ocorreu no Km 4 da BR-135, principal rodovia que corta o estado, e interrompeu, por mais de duas horas, o fluxo de veículos na via. Já no fim da tarde e à noite, e pelo terceiro dia consecutivo, estudantes percorreram as ruas e avenidas do Centro e adjacências contra, segundo eles, o poder público.
Alunos do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) protestaram contra o reajuste na tarifa dos coletivos e a baixa oferta de coletivos nesse trecho da cidade. Com cartazes e carros de som, cerca de 100 estudantes impediram a passagem dos veículos (ora no sentido São Luís/interior, ora no sentido contrário). A manifestação, apesar dos transtornos, ocorreu de forma pacífica.
Segundo o estudante Domingos Neto, de 17 anos, do curso para Técnico em Agropecuária do IFMA, a manifestação serviu para chamar a atenção do poder público. "Não se pode admitir que uma passagem como essa aumente e, o que é pior, sem nenhuma melhoria no setor na cidade. Por isso, decidimos protestar", disse.
Já a estudante Zoraymma Bacelos, de 15 anos, também do IFMA e moradora da Madre Deus, afirmou a O Estado que precisa acordar às 5h, todos os dias, para ter chance de chegar ao campus do IFMA, na Vila Esperança, às 7h30. "Passo por três terminais da integração até chegar ao meu destino. Isso sem falar do congestionamento terrível que, muitas vezes, propicia atrasos na chegada à unidade de ensino", afirmou.
Após pouco mais de duas horas de protesto, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram deslocadas até o local do protesto e negociaram a saída dos estudantes. Ninguém foi detido.
Mais protesto - Às 17h de ontem, estudantes se concentraram em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite, no Centro, para a promoção de mais um ato público contra o aumento das passagens dos coletivos. De acordo com a organização do movimento e com base em cálculos preliminares da Polícia Militar (PM), cerca de 2 mil pessoas integraram o ato, público inferior ao registrado na terça-feira, dia 31 de março.
Após a concentração, os estudantes seguiram, mesmo debaixo de chuva, pela Rua Rio Branco. No local, fizeram um minuto de silêncio pela morte do estudante Rafael Serra Santos, vítima de latrocínio, ontem, na mesma via.
Em seguida, os manifestantes percorreram a Avenida Beira-Mar e pararam em frente à rampa que dá acesso às sedes administrativas do Governo do Maranhão e da Prefeitura de São Luís, que estava sob forte escolta da PM. Alguns líderes do movimento, no microfone, discursaram.
Por fim, o movimento seguiu até o Terminal da Praia Grande (também sob escolta da Guarda Municipal). No local, mesmo com a presença de pessoas com camisas protegendo os rostos, nenhum ato de vandalismo foi registrado. Ainda segundo os manifestantes, hoje haverá uma reunião entre as lideranças do movimento. "Isso ocorrerá justamente para fazermos uma avaliação do movimento e, em seguida, definir metas e saber quando ocorrerão os próximos atos. Não cansaremos enquanto essa medida absurda de aumento não for revista", disse um dos líderes do movimento, o estudante Robson Silva.
O ato foi encerrado em frente ao Terminal da Praia Grande, onde o fluxo de veículos na via foi interrompido, por alguns minutos, na avenida que passa pelo terminal.
Mais
Alguns ônibus circulam pela cidade cobrando a tarifa de
R$ 2,40, em vez do valor com aumento, que seria R$ 2,80. A direção do SET informou ontem que as linhas das áreas semiurbanas da Grande Ilha não foram incluídas no reajuste da tarifas. Logo, linhas como Tropical-São Francisco, pertencentes a outros municípios, permanecem com os mesmos valores das tarifas, ou seja, R$ 2,40.
Uma emenda aditiva à lei promulgada 248/2013, que trata da permissão de placas para táxi-lotação, foi aprovada na Câmara Municipal de São Luís ontem. O projeto, de autoria da Mesa Diretora do Legislativo ludovicense, foi colocado em pauta por solicitação do vereador Astro de Ogum (PMN). A proposta altera o parágrafo terceiro da lei que trata da permissão de 180 placas para os profissionais que exploram o serviço de táxi-lotação no eixo Itaqui-Bacanga, pertencentes a cooperativas legalmente constituídas.

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