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Agora Lascou: Hospitais da Rede Pública e UPAs podem ficar sem medicamentos

Os Fornecedores que repassam materiais hospitalares e medicamentos a 90% da estrutura atual da rede de saúde pública do Estado – entre eles as empresas Vivamar Hospitalar e Distribuidora Maximus - ameaçam suspender a trans­ferência desses recursos, por falta de pagamento do Governo do Estado. Além das unidades de alta complexidade, cortes na entrega dos produtos aconteceriam em centros de saúde e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da capital maranhense.
Segundo os responsáveis pelas empresas fornecedoras ouvidas por O Estado, e que preferiram ter os nomes preservados, a suspensão no pagamento dos serviços, pela administração estadual, ocorreu desde setembro deste ano. De acordo com eles, um dos fatores apontados para a falta de repasses de recursos seria a impossibilidade orçamentária das organizações sociais Instituto Cidadania e Natureza (ICN) e o Instituto Acqua, responsáveis pela gerência da saúde do Governo do Estado e que também não estariam recebendo recursos da administração estadual há pelo menos dois meses.
Sem receber do Governo, o ICN e o Acqua estariam com dificuldades de pagar os fornecedores, que, por sua vez, alegam descum­primento de contrato para justifi­car o corte no repasse dos materiais aos hospitais. Caso a situação permaneça, unidades como o Hos­pital Geral Tarquínio Lopes Filho (localizado ao lado da Praça Neto Guterres, na Madre Deus, em São Luís), por exemplo, terão limitações para efetuar o atendimento de pacientes.
Além dos cortes nos repasses de materiais, a população ludovi­cense que procura os serviços públicos de saúde na cidade, ain­da sofre com a precariedade no atendimento. Na UPA do Vinhais, por exemplo, na tarde de ontem, havia grande quantidade de pacientes. Além de adultos, crianças aguardavam na porta da unidade de saúde, devido à grande demanda.
Sem vínculo
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a rede pública do setor, no âmbito maranhense, é mantida pela organização social (OS) Instituto Cidadania e Natureza (ICN), selecionada pelo Governo do Maranhão no dia 14 de abril deste ano, após sessão pública realizada no auditório da Comissão Central Permanente de Licitação (CCL). Segundo a SES, o ICN tem a responsabilidade de manter o setor por um ano.
Além do ICN, o Instituto Acqua – ainda segundo informações do Governo do Estado – é responsável pelas administrações das maternidades estaduais Marly Sarney e Benedito Leite. A OS foi se­lecionada para tal função também no dia 14 de abril deste ano.
Sobre os cortes nos recursos, por parte de fornecedores, a unidades hospitalares da rede pública estadual, o Governo do Maranhão informou, em nota, que nenhuma das empresas foi contratada pela gestão estadual para fornecimento de materiais.
Ainda de acordo com a Secreta­ria Estadual de Saúde (SES), caso alguma Organização Social de Saúde (OS) prestadora de serviços para a SES tenha vínculo com as empresas citadas, são elas as responsáveis pelo pagamento. Por fim, a SES frisou que não exis­te pagamento em aberto com as OSs que têm contrato de gestão das unidades de saúde.

De O Estado 

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