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Alunos de escolas em São Luís reclamam da ausência de viaturas da Polícia Militar nos locais

Alunos da escola na Gancharia reclamam da ausência de viaturas da policia Militar no local
A violência está cada vez mais presente no currículo escolar. Mas o que deveria ser uma batalha constante no campo das ideias entre alunos, pais, professores, diretores e funcionários, é uma batalha no sentido real. Seja na sala de aula, nos corredores da escola ou no seu entorno, alunos e professores convivem de perto com agressões, ameaças e abusos. Nos últimos meses, em São Luís, foram vários os casos de escolas que foram alvo da ação de criminosos e estudantes vítimas de ataques. E essa nova realidade tem mudado o comportamento dos estudantes no ambiente escolar.

No dia 20 de outubro, um adolescente de 15 anos foi espancado por outros cinco jovens nas proximidades da Unidade de Educação Básica (UEB) Professor Sá Valle, no Anil, onde estuda. Ele chegou a ficar em coma induzido, mas já recebeu alta. Durante a semana, O Estado tentou falar com ele e sua família para saber como está sua rotina após as agressões que sofreu. Por telefone, a mãe do adolescente disse apenas que ela e o filho não vão mais se pronunciar sobre o caso, para evitar mais exposição.

Mudança de rotina
Vizinhos da família informaram que o estudante já retomou as aulas na mesma escola, mas que agora sua mãe vai deixá-lo e buscá-lo todos os dias, e ele passa a tarde com a mãe no local em que ela trabalha. O que não ocorria antes do espancamento. No breve contato por telefone, a mãe do adolescente disse que a família está com medo de mais violência.

E não foi apenas o estudante do UEB Professor Sá Valle, no Anil, que mudou sua rotina por causa da violência escolar. Outra adolescente, de 13 anos, da UEB Estudante Edson Luiz de Lima, na Gancharia, também alterou seus hábitos na escola após ficar ferida por um pedaço do vidro de uma janela da unidade escolar, que foi apedrejada no dia 18 de setembro. “Mudei o local onde sento na sala de aula. Antes, eu sentava perto da janela por causa do calor, mas agora procuro sentar no meio da sala”, disse a estudante, cuja mãe só autorizou a conversa com O Estado, se a identidade da menina fosse preservada. Nenhum tipo de imagem que a identifique, bem co­mo seu nome, pode ser divulgado.

Medo 
Entre os demais alunos de escolas que já foram alvo de vandalismo ou ação criminosa este ano, o clima também é de insegurança. Carla Samira Almeida Coelho, 14 anos, da UEB Estudante Edson Luiz de Lima, reclamou do fim do policiamento na escola.

“Depois dos ataques, tinha sempre uma viatura na porta da escola, mas foi só nos primeiros dias. Essa semana, por exemplo, não vimos o carro da polícia uma vez”, disse. Apesar de morar próximo à escola, agora ela prefere e ir e voltar de ônibus. “A escola fica em frente ao pon­to final do ônibus da Gancharia. Como os motoristas me deixam ir e voltar sem pagar, eu prefiro pegar o ônibus para não ter que andar pe­la rua”, informou.

Adriano Lima Dias, aluno da UEB Professor Sá Valle, agora evita ficar na porta da escola depois das aulas. “Quando minha aula termina, vou logo para casa. Todo mun­do está com medo desde que o outro aluno foi espancado. A gente não quer ser a próxima vítima”, comentou.

Ataques a estudantes em escolas de São Luís em 2015

No dia 5 de novembro, durante uma discussão entre dois alunos da UEB Josué Montello, no Sacavém, um foi ferido a faca.

No dia 20 de outubro, um adolescente de 15 anos foi espancado por outros cinco jovens nas proximidades da Unidade de Educação Básica (UEB) Professor Sá Valle, no Anil. Aluno chegou a ficar em coma.

No dia 15 de outubro, uma estudante de 17 anos teve o pescoço cortado por três pessoas em frente à ao Centro de Ensino Vinicius de Moraes, no do Olho d'Água. A estudante faleceu dias depois.

No dia 18 de setembro, uma adolescente de 13 anos, foi ferida por estilhaços de vidros de uma janela que foi apedrejada na UEB Estudante Edson Luiz de Lima

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